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Nova Geografia Econômica: economias geográficas versus geografias econômicas

  • Leandro Bruno Santos
  • 12 de mai. de 2017
  • 2 min de leitura

O termo Nova Geografia Econômica (NGE) ganhou, a partir dos anos 1990, importância em campos disciplinares como Geografia e Economia, no bojo de mudanças na organização da atividade econômica, com a aceleração dos fluxos econômicos e das informações, a formação de redes, o aumento dos conflitos, as mudanças no consumo, a internacionalização produtiva etc. Não obstante, o viés neoclássico da economia não permite avançar a discussão para além da localização da produção no espaço. Daí, em vez de Nova Geografia Econômica (NGE), as abordagens dentro da economia podem ser melhor definidas como Economias Geográficas, ou seja, os fatores e processos econômicos são fatores mais importantes que o espaço em suas análises.

A Nova Geografia Econômica (NGE), no âmbito da Geografia, entende que a economia tem que ocorrer no/sobre o espaço. Desse modo, não há economias, mas geografias econômicas. Os indivíduos, longe de serem racionais, são influenciados e estão imersos em fatores como raça, gênero, religião, cultura etc., de modo que os modelos econômicos, comumente universais em suas explicações, seriam incapazes de captar as relações sociais e de poder existentes no espaço. Assim, a NGE deve buscar a compreensão das conexões e relações das trocas e transações de mercado e outras formas de processos econômicos (economia solidária, cultura e consumo, metropolização, globalização e degradação ambiental etc.) que constituem a economia global contemporânea.

Portanto, a Geografia Econômica, uma subdisciplina que usa abordagem geográfica para estudar a economia, tornou-se um campo do conhecimento dinâmico, desenvolvido e diverso que, face aos demais campos disciplinares, é o único capaz de analisar a complexidade da organização econômica e espacial na qual estamos inseridos. Abordagem geográfica é diferente das teorias econômicas predominantes porque oferece insights únicos para entender a complexidade do mundo contemporâneo, por meio do uso dos conceitos de espaço, lugar e escala. Esses conceitos fundamentais da Geografia Econômica não perderam importância, ao contrário, tornaram-se mais importantes que nunca, porque permitem desvelar a complexidade do mundo econômico, explicar os padrões desiguais (produção, consumo, investimento, comércio) e o “enraizamento” das Empresas Multinacionais, bem como aportar elementos para compreender a disseminação das tecnologias da informação e comunicação (TIC) e a concentração do comando/gestão do capital nas cidades ditas globais.

É neste sentido que a comunidade científica continua tendo a constante responsabilidade de categorizar e analisar os aspectos gerais relacionados às dimensões existentes entre espaço e economia. Da mesma forma, é imprescindível que tal debate consiga transcender o mundo acadêmico, num contínuo diálogo com os membros da sociedade civil em que se insere a Universidade. Neste sentido, a principal justificativa desta atividade é aproveitar a crescente inserção do ESR/UFF no Norte Fluminense, visando que o conjunto de atividades relacionadas à discussão sobre as dimensões existentes entre espaço e economia reforce o pensamento crítico sobre a necessidade de considerar essas dimensões na compreensão da complexidade espacial do mundo contemporâneo e na elaboração de políticas públicas que considerem a inserção dos territórios nas múltiplas escalas.

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